sábado, 9 de maio de 2020

Eu só penso em dinhero.




Uma festa no Céu.

Esta é a estória do sapo que desejava ir a uma festa no céu e como não sabia voar, escondeu-se dentro do violão do urubu. Você se recorda dela?
O sapo sou eu, desejosa de ir a uma festa no Céu sem saber voar. Buscando, porém um violão onde possa me esconder para alcançar o Céu e desfrutar a festa. Pulando daqui para ali, sempre à procura de um violão grande o bastante para me esconder e ser conduzida aos festejos. 
Porém, pulando daqui para ali e coaxando, vou sendo incompreendida, enxotada por desejar uma festa no céu. E por desejar que da minha festa no céu possam participar todos os seres que se sintam bem com a ideia da totalidade de Deus.








Incompreendida... caminho.

Sinto-me tão incompreendida quando me refiro ao dinheiro. Quantas e tantas vezes ouvi me dizerem “você só pensa em dinheiro”, de uma forma tão nojenta, como se pensar em dinheiro fosse algo demoníaco, asqueroso, indigno. Como se pensar em dinheiro fosse somente o que eu faço. Como me julgam mal! Como me conhecem tão pouco, ou melhor como não me conhecem nada!
 E venho observando as pessoas mais próximas de mim, amigos, familiares, conhecidos, aqueles com quem convivo diariamente sempre se referindo ao dinheiro como algo infernal,  que somos obrigados a procurar “ganhar” a todo custo, contra a própria vontade. Sim, contra a própria vontade. Pois nunca pensam nele... Pensam que pensar em dinheiro é proibido pela sua espiritualidade, pela sua religiosidade, pela sua procura por Deus. 
Acreditam que dinheiro é algo apartado do Amor.

Só observo. . .

E venho observando as pessoas mais próximas de mim, amigos, familiares, conhecidos, aqueles com quem convivo diariamente, sempre buscando o dinheiro de que precisam para manter a sua vida na terra, porém afirmando que o dinheiro não é importante. Tão contraditórios! Por outro lado, afirmam desejar uma vida tranquila, de realizações, porém que seja sem dinheiro... pois o dinheiro é algo apartado do ESPÍRITO, de Deus que na visão deles o amaldiçoa. Sim, pensam e acreditam que Deus amaldiçoa o dinheiro e quem o tem. Como se Deus fizesse acepção de qualquer coisa.  Afirmam categoricamente que pedem a Deus saúde, pois do dinheiro “eles correm atrás...” Como se Deus fosse limitado e não lhes pudesse dar dinheiro e o consequente bem estar; depois reclamam da qualidade de sua vida pequena e canhestra, enfurnada no sofrimento, na procura desenfreada sem perceber que quanto mais “correm atrás” do dinheiro mais o dinheiro corre à frente deles. Não é verdade? Olhem o paradoxo: querem uma vida plena, saudável, abundante que pensam que não lhes pode ser ofertada do Céu. Acreditam que Deus é limitado e pode dar isto, mas não pode aquilo... Assim ficam com a mente dividida, fragmentada. E sua vida perfeita não vem...


Perceber é o caminho.

Não percebem o que afirmam. Não percebem o que sentem. Não percebem o que pensam.  Não se observam. Não observam as suas criações e sempre desejam ter um pouco mais de vida, uma vida melhor, mais farta, mais abundante, mas condenam o dinheiro o tempo todo. Daí não entendem o motivo de o dinheiro não se manifestar em suas vidas. O motivo de estarem sempre na busca... de algo que nunca se realiza. Pois não deixam que se realize. Não deixam, pois que usam palavras tão negativas que produzem sentimentos contraditórios em si mesmos. Reconhecem que precisam de dinheiro, reconhecem que precisam atender às suas necessidades básicas, porém afastam de si mesmos o elemento que lhes concederá o atendimento a tais necessidades. Como afastam? Com o pensamento e sentimento de que o dinheiro é algo condenado pelo próprio CRIADOR. Sentem que não terão o céu se desejarem ter dinheiro ao mesmo tempo em que sentem a necessidade de ter dinheiro, pois é o dinheiro que lhes adquirirá suas necessidades básicas.






Dinheiro e autoconhecimento. 

Eu Sei que dinheiro é algo tão limpo e puro quanto meus pensamentos divinos e espiritualizados. Porque considero meu pensar limpo e puro. Sempre buscando purificar minha Consciência e assim sendo, tudo o que permeia a minha Consciência ou melhor a Consciência que Eu Sou é puro e limpo.

No meu processo de me conhecer, de atender ao conselho do filósofo Sócrates “conhece-te a ti mesmo”, incluo o meu relacionamento com o dinheiro e a minha área financeira, que considero importantíssimos. Talvez seja a área mais difícil para mim. Talvez seja uma das últimas etapas que terei de trabalhar, pois como dói!  E o melhor é que a vejo emaranhada em todas as outras áreas da minha vida. Todas dependem da área financeira. 
Tem mais, considero um elogio quando me dizem que “só penso em dinheiro”. Sabe por quê? Porque me considero um Espírito criador, capacitado pelo CRIADOR a também criar.
E tem ainda mais, a minha preocupação em sair da hipocrisia e do farisaísmo antigo, quando eu era daqueles que desejavam “ter” fingindo “ser” quem eu não era; fingindo uma pobreza fictícia encoberta pelas vestes eclesiásticas que me permitiam burlar a consciência alheia que me considerava aquilo que eu não era.

Hoje sou capaz de dar ao dinheiro o seu lugar verdadeiro e de direito. 
Sem hipocrisia. 
Sem precisar me esconder.  
Sem necessidade de subterfúgios.



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