Uma festa no Céu.
Esta
é a estória do sapo que desejava ir a uma festa no céu e como não sabia voar,
escondeu-se dentro do violão do urubu. Você se recorda dela?
O
sapo sou eu, desejosa de ir a uma festa no Céu sem saber voar. Buscando, porém um
violão onde possa me esconder para alcançar o Céu e desfrutar a festa. Pulando
daqui para ali, sempre à procura de um violão grande o bastante para me esconder
e ser conduzida aos festejos.
Porém,
pulando daqui para ali e coaxando, vou sendo incompreendida, enxotada por
desejar uma festa no céu. E por desejar que da minha festa no céu possam participar todos os seres que se sintam bem com a ideia da totalidade de Deus.
Incompreendida... caminho.
Sinto-me
tão incompreendida quando me refiro ao dinheiro. Quantas e tantas vezes ouvi me
dizerem “você só pensa em dinheiro”, de uma forma tão nojenta, como se pensar
em dinheiro fosse algo demoníaco, asqueroso, indigno. Como se pensar em
dinheiro fosse somente o que eu faço. Como me julgam mal! Como me conhecem tão
pouco, ou melhor como não me conhecem nada!
E venho observando as pessoas mais próximas de
mim, amigos, familiares, conhecidos, aqueles com quem convivo diariamente
sempre se referindo ao dinheiro como algo infernal, que somos obrigados a procurar “ganhar” a
todo custo, contra a própria vontade. Sim, contra a própria vontade. Pois nunca
pensam nele... Pensam que pensar em dinheiro é proibido pela sua
espiritualidade, pela sua religiosidade, pela sua procura por Deus.
Acreditam
que dinheiro é algo apartado do Amor.
Só observo. . .
E
venho observando as pessoas mais próximas de mim, amigos, familiares,
conhecidos, aqueles com quem convivo diariamente, sempre buscando o dinheiro de
que precisam para manter a sua vida na terra, porém afirmando que o dinheiro
não é importante. Tão contraditórios! Por outro lado, afirmam desejar uma vida
tranquila, de realizações, porém que seja sem dinheiro... pois o dinheiro é
algo apartado do ESPÍRITO, de Deus que na visão deles o amaldiçoa. Sim, pensam
e acreditam que Deus amaldiçoa o dinheiro e quem o tem. Como se Deus fizesse
acepção de qualquer coisa. Afirmam
categoricamente que pedem a Deus saúde, pois do dinheiro “eles correm atrás...”
Como se Deus fosse limitado e não lhes pudesse dar dinheiro e o consequente bem
estar; depois reclamam da qualidade de sua vida pequena e canhestra, enfurnada
no sofrimento, na procura desenfreada sem perceber que quanto mais “correm
atrás” do dinheiro mais o dinheiro corre à frente deles. Não é verdade? Olhem o
paradoxo: querem uma vida plena, saudável, abundante que pensam que não lhes
pode ser ofertada do Céu. Acreditam que Deus é limitado e pode dar isto, mas
não pode aquilo... Assim ficam com a mente dividida, fragmentada. E sua vida
perfeita não vem...
Perceber é o caminho.
Não
percebem o que afirmam. Não percebem o que sentem. Não percebem o que
pensam. Não se observam. Não observam as
suas criações e sempre desejam ter um pouco mais de vida, uma vida melhor, mais
farta, mais abundante, mas condenam o dinheiro o tempo todo. Daí não entendem o
motivo de o dinheiro não se manifestar em suas vidas. O motivo de estarem
sempre na busca... de algo que nunca se realiza. Pois não deixam que se
realize. Não deixam, pois que usam palavras tão negativas que produzem
sentimentos contraditórios em si mesmos. Reconhecem que precisam de dinheiro,
reconhecem que precisam atender às suas necessidades básicas, porém afastam de
si mesmos o elemento que lhes concederá o atendimento a tais necessidades. Como
afastam? Com o pensamento e sentimento de que o dinheiro é algo condenado pelo
próprio CRIADOR. Sentem que não terão o céu se desejarem ter dinheiro ao mesmo
tempo em que sentem a necessidade de ter dinheiro, pois é o dinheiro que lhes
adquirirá suas necessidades básicas.
Eu
Sei que dinheiro é algo tão limpo e puro quanto meus pensamentos divinos e
espiritualizados. Porque considero meu pensar limpo e puro. Sempre buscando
purificar minha Consciência e assim sendo, tudo o que permeia a minha
Consciência ou melhor a Consciência que Eu Sou é puro e limpo.
No
meu processo de me conhecer, de atender ao conselho do filósofo Sócrates
“conhece-te a ti mesmo”, incluo o meu relacionamento com o dinheiro e a minha
área financeira, que considero importantíssimos. Talvez seja a área mais
difícil para mim. Talvez seja uma das últimas etapas que terei de trabalhar,
pois como dói! E o melhor é que a vejo
emaranhada em todas as outras áreas da minha vida. Todas dependem da área
financeira.
Tem
mais, considero um elogio quando me dizem que “só penso em dinheiro”. Sabe por
quê? Porque me considero um Espírito criador, capacitado pelo CRIADOR a também
criar.
E tem ainda mais, a minha preocupação em sair da hipocrisia e do farisaísmo
antigo, quando eu era daqueles que desejavam “ter” fingindo “ser” quem eu não
era; fingindo uma pobreza fictícia encoberta pelas vestes eclesiásticas que me
permitiam burlar a consciência alheia que me considerava aquilo que eu não era.
Hoje
sou capaz de dar ao dinheiro o seu lugar verdadeiro e de direito.
Sem
hipocrisia.
Sem precisar me esconder.
Sem necessidade de subterfúgios.



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